Sobre o blog (e mim)...

Um garoto. Uma vida. Uma certeza. Muitas duvidas. Um blog. É isso que de repente se conflue numa desarmonia harmoniosa e vira isso que vês... as palavras são ditas até que cheguemos a uma barreira, a barreira alem do qual não existem mais palavras, apenas nós, Deus e o que é sentido...

Alguns dados sobre mim...

domingo, 29 de novembro de 2009

Breve


Hoje a imagem, logo o texto.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Pedido Pequeno

Loreena, my muse.

Por favor dê-me tua mão, e carregue-me junto a ti por alem do véu das eras, por alem da ilusão do mundo, e mostre-me o que há, para alem, do alem, do alem, do alem.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

As Luzes

-Clarice, sempre que te leio tenho a impressão de que como uma mãe me pegas pelo braço e me ajudar a andar um pouco... Muito obrigado por isso.



-Sarah, tua tristeza que nem é triste, é bela. Tua voz que é um som saído dos lábios de Deus e que lava nossas misérias, que está alem de tudo. Magnificientemente bela, estrondosamente interior. Normalmente tenho medo de choro. Mas com tuas músicas só me resta sentar e chorar, ou então ficar ali quieto esperando que Deus me venha abraçar.


-Loreena, tu és a prova viva da iluminação, tuas músicas são de inefavel beleza, e tua graça é de um mundo maior. Quisera eu poder tocar toda a tua dimensão! Mas enquanto não posso me resta olhar para ti e me acalmar um pouco.


-Cecília, tu és a essência calma, clara, e leve. Dificil crer que realmente tenhas existido. Tu és os olhos que se voltam para um céu maior que este mundo.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Idéias Claras

Se tens calma tudo então te chega, cedo ou tarde e como há calma, e não há desejo, então não há a dor do anseio. Mas se perdes a calma então já perdeste tudo, desde agora.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Alem....




Para alem da dor estou Eu,
Para alem de mim está o Espirito,
Para alem do Espirito está o Mundo,
Para alem do Mundo está Tudo,
Para alem de Tudo está Deus.
E não existe esta noite,
E não existe tudo,
Há o nada,
E a Luz.
Agora abra seus olhos e ouvidos,
Feche sua boca e cale sua mente,
Veja as cores e ouça os sons,
Não contamine mais o Universo,
E então
Para alem de tudo, em Deus,
Econtrar-se-á Tu.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Romance I

Pensei estar só,
E por isso fechei meus olhos,
Encostado, desfalecido,
Junto ao grande muro eu caí,
E minhas lágrimas ali tornei.

Por não lembrar dos dias:
-Tão distante passado.
E por não lembrar de Ti:
-Tão sutil ao meu lado.

Eu chorei,
Mas o Sol então me esquentou,
Como a mãe que aquece o filho,
E então eu vi arvores carregadas,
Com os frutos do teu amor,
E pude ver a água que corria pela sarjeta,
Como um pequeno filhote de rio,
E vi os pássaros,
Que celebravam o instante,
E as pessoas que andavam distraídas,
Preocupadas com uma vida,
Que não tinha significado algum.

Foi então que vi:
Sobre a Terra há o Céu.
E não é a Terra que o sustenta,
O Céu é que nos puxa pra cima.

sábado, 13 de junho de 2009

Paixão


Eu sou um destroço
Afundado no profundo,
Lá no oceano mais puro,
Estão minhas ferragens.

Cardumes de mandíbulas,
E águas tão escuras,
Lá é onde tocas,
Na desconhecida loucura.

E então as águas se movem,
Em um turbilhão,
Átomos então explodem,
Um vulcão em erupção,
Circuitos que se colidem,
Combustíveis em ignição.
Ondas de calor,
Que transformam,
Tudo em pó.
Estou em curto-circuito,
Mil sirenes soam,
Um alerta de perigo.

Estado de paixão: Eu estou preso por dento.
Estado de paixão: Vísceras que estouram.
Estado de paixão: Palavras que me deixam.
Estado de paixão: Isso me consome.
Estado de paixão: Onde eu me sinto vivo.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Sonhos Noturnos

Ontem, enquanto a noite era de silencio e apenas o vento se ouvia, ontem enquanto tudo era gélido lá fora, e eu estava encolhido abaixo de uma coberta, enquanto a Lua iluminava tudo, de tão longe, e tão fria, enquanto as nuvens se faziam e desmoronavam sobre mim existindo e não existindo... Eu sonhei. Sonhei com um mundo que era tudo menos complexo, lá não havia palavras engolidas a machucar por dentro, lá não havia mal-entendidos, e nem confusões, não havia nada que não precisasse haver. E nesta calma, nesta paz tão simples, eu estava ao seu lado, não havia mais pessoas pois tudo passava a acontecer entre nós, e não havia palavras desnecessárias, como vemos a nossa volta, tudo era apenas sentido e se fosse importante o outro saberia, por essa mágica que existe de só acontecer o que é preciso que se aconteça. Nós fazíamos Yoga, e tocava música clássica, cada nota era um suspiro agudo de uma alma que quer viver, e nós sentíamos a dor de um corpo que vive, cada agudo da soprano no silêncio daquela noite apenas sonhada era perigoso demais, tanta beleza poderia ser-nos mortífera, mas não tínhamos medo, e então eu me encostava a ti, e sentia o teu calor, eu então te sentia estendendo-se pelo meu corpo, vales e montanhas a perder-se de vista, eu então me perdia nestas paisagens tão misteriosas, tão encantadoras. Havia o seu sorriso, havia o seu peito e eu vi-te pela luz azulada da Lua, desta vez não mais longe, mas perto, perto como a distancia de um abraço, seu peito apenas mostrado, sem mais, ao alcance de meus dedos, e então havia o encontro de dois lábios, e havia alegria nisso, por um instante não havia tristeza, por um instante viver não era algo pesado e difícil, e havia esperança, por um instante... Eu abri meus olhos, e me vi só, no escuro, a Lua lá fora, e então vi que meus pés e minhas mãos estavam gelados, olhei então para meus dedos, apenas para descobri-los vazios. Nada, nada alem do vento lá fora, e de um coração achatado a bater no peito, e a música clássica tocava, mas era como encher um saco sem fundo, tudo, tudo era vento, e a mim só restava rezar...

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Poema Pa' um Garoto Triste.

Meu bem, não se preocupe,
Porque és ainda bem jovem,
E ainda não pensas nestas coisas,
Mas um dia, amor, as pessoas crescem.

Quais venturas contarão suas rugas?
Serão de um coração que bate?
Serão de amor, ou de pura maldade?
Quais funerais, amores e fugas?

Hoje é tudo tão pouco...
Mas um dia o pouco tudo será,
Um passado, um futuro, um estouro,
E uma pomba que voa pra qualquer lugar...

Melodias tristes tocam o seu coração,
Palavras de dor, ódio e traição,
Flores vermelhas adornam um muro de prisão,
Tijolos que nem sempre te protegerão.

O muro que abriga,
É o mesmo que isola,
Hoje ris, porem ouvirá esta voz amiga,
Quando ver na solidão a única que te assola...

Jovem, jovem, ainda é bem jovem,
Não pense nestas coisas,
És belo, rico e inteligente,
E não precisas de pessoas,
Mentiras? Não é pra sempre que vivem!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Um Sonho...



Hoje eu tive um sonho. Sonhei com uma tarde e com um campo, a tarde tinha um Sol forte e brilhante, era uma dessas tardes amarelas onde a única vontade que temos é de ficar em um banco, numa praça, numa rua, num lugar qualquer apenas a observar o como o mundo é maravilhoso em si mesmo... Não havia nuvens no céu. Não havia o risco de, de repente, o Sol cair e tornar-se noite. Era sonho. O campo era de um verde como apenas a matéria perfeita dos sonhos permite existir, era uma grama, mas não era dessa gramas perfeitas, era grama de verdade, com insetos, com substancias desconhecidas escondidas entre as folhas, como ervas daninhas, e até formigas. Uma brisa leve soprava, havia bandeiras, amarelas, laranjas, douradas, todas tremulando vagarosamente com a brisa a soprar, bandeiras como há séculos não vemos. Neste sonho havia pessoas, e nenhuma delas tinha nome, porque elas estavam gastando o seu tempo sendo felizes, então não sobrava tempo para estas pequenas desnecessidades, quando alguém queria chamar o outro, se este não viesse apenas com a alegria do pensamento, bastava então chegar perto dele e levemente tocar seu braço, ou qualquer outra parte do seu corpo, e assim tudo acontecia. As pessoas não se preocupavam com a morte, porque também não havia vida, havia apenas a alegria de se existir e a tarde amarela a nos abençoar. Não havia dor, por mais que as pessoas machucassem-se com espinhos escondidos por entre a grama, com formigas preocupadas com sua casa, ou às vezes torcessem alguma articulação com toda a diversão que ocorria, com os saltos, com as brincadeiras, correndo... Não havia dor, todos se por ventura caíssem, levantavam-se e voltavam ao grupo, apenas a verdade existia.
Via homens, alguns sem camisa, alguns descalços, com a barba por fazer, alguns apontavam para o céu, alguns deitavam sobre o colo de algum amigo e lá adormeciam, alguns jogavam, alguns se abraçavam, e todos eram felizes. Lá, no sonho, a palavra “certo” não fazia sentido, nem a palavra “errado”, “pecado” então não se poderia nem imaginar o que era, e com isso todas as outras pequenas misérias que advinham destas também não existiam, no meu sonho só existiam palavras como amor, respeito, carinho, felicidade, alegria, afeto, Deus, amigo,paz... Havia mulheres também, algumas nuas, algumas vestidas, algumas fazendo longas tranças com seus cabelos, algumas correndo em grupos sorridentes, algumas distribuíam comidas e bebidas, algumas brincavam com borboletas, e tudo era completamente bonito. A palavra sexo é que lá não dizia nada realmente, tudo era puro, era o que apenas era, não havia valores complexos e parciais, não havia crítica, não havia culpa, não havia medo. Às vezes um rapaz conversa com uma moça, às vezes um gato mia, uma borboleta pousa rapidamente sobre a relva, uma formiga gulosa carrega um farelo de pão muito maior que ela, o grupo inteiro desfaz-se em risos. Alguns homens acordam, abrem os olhos apenas para encontrar paz e alegria, e certificam-se estar em um colo amigo e adormecem novamente, duas mulheres dormem, nuas e abraçadas, há sorriso em seus lábios, e paz. E quando parece que o Sol irá descansar, e que a tarde já começa seu término, então descobre-se com alegria e espanto, que ainda é tão cedo, e que a festa não termina...

E então eu fico feliz com tudo o que eu sonhei...

Mas é que meus sonhos não fazem sentido. Então alguns me dizem com tamanha praticidade, que não perdem tempo com essas coisas, pois mais faz duas mãos trabalhando do que cem cabeças a sonhar. Outros dizem com muitas feridas no coração, que sonhar é perigoso e que no fim nada disso acontece. Alguns ainda dizem que o sonho é refugio do fraco... Mas acontece que agora que eu conheço o sonho, sei que nada disso me parece verdadeiro, e é então com grande júbilo que descubro homens que pensam como eu, um diz que o sonho é capaz de transformar tudo, outros falam que são os sonhos que movem o mundo, alguns que sonhar é um bálsamo, outros que é um breve refúgio no meio da vida, mas alguns ainda, para minha alegria, concordam que se todos sonhassem como eu sonhei as coisas seriam tão simples, fáceis e belas... Concordam ainda, que se todos sonhassem, as coisas já seriam melhores. Alguns ainda, como eu, sonham novamente, sonham com o dia em que este sonho será realidade...