E saber que tu me ouvirias?
Achei que era nascimento, vida,
E no fundo tudo morria.
[Dizem que o futuro é templo imenso,
Ao olhá-lo porem, só vejo silêncio.]
Minhas palavras não poderão quebrar,
Os mármores de tua casa.
E nada vai a lugar algum,
Assim como o instante que passa.
Não podem minhas palavras,
Aquecer teu gélido coração,
Nem abrir tuas mãos cerradas,
Nem dizer que teus olhos até fecharem
Verão.

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