Sobre o blog (e mim)...

Um garoto. Uma vida. Uma certeza. Muitas duvidas. Um blog.
Minha alma tortuosamente procura um lar, por amor, e por Deus.

Alguns dados sobre mim...

Minha foto
Marília, São Paulo, Brazil
Psicologia. Marilia. Arte. História. Cultura. Religião. Música. Amigos. Café. Filme. Amores. Beijos. Frio. Madrugada.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Sonhos Noturnos

Ontem, enquanto a noite era de silencio e apenas o vento se ouvia, ontem enquanto tudo era gélido lá fora, e eu estava encolhido abaixo de uma coberta, enquanto a Lua iluminava tudo, de tão longe, e tão fria, enquanto as nuvens se faziam e desmoronavam sobre mim existindo e não existindo... Eu sonhei. Sonhei com um mundo que era tudo menos complexo, lá não havia palavras engolidas a machucar por dentro, lá não havia mal-entendidos, e nem confusões, não havia nada que não precisasse haver. E nesta calma, nesta paz tão simples, eu estava ao seu lado, não havia mais pessoas pois tudo passava a acontecer entre nós, e não havia palavras desnecessárias, como vemos a nossa volta, tudo era apenas sentido e se fosse importante o outro saberia, por essa mágica que existe de só acontecer o que é preciso que se aconteça. Nós fazíamos Yoga, e tocava música clássica, cada nota era um suspiro agudo de uma alma que quer viver, e nós sentíamos a dor de um corpo que vive, cada agudo da soprano no silêncio daquela noite apenas sonhada era perigoso demais, tanta beleza poderia ser-nos mortífera, mas não tínhamos medo, e então eu me encostava a ti, e sentia o teu calor, eu então te sentia estendendo-se pelo meu corpo, vales e montanhas a perder-se de vista, eu então me perdia nestas paisagens tão misteriosas, tão encantadoras. Havia o seu sorriso, havia o seu peito e eu vi-te pela luz azulada da Lua, desta vez não mais longe, mas perto, perto como a distancia de um abraço, seu peito apenas mostrado, sem mais, ao alcance de meus dedos, e então havia o encontro de dois lábios, e havia alegria nisso, por um instante não havia tristeza, por um instante viver não era algo pesado e difícil, e havia esperança, por um instante... Eu abri meus olhos, e me vi só, no escuro, a Lua lá fora, e então vi que meus pés e minhas mãos estavam gelados, olhei então para meus dedos, apenas para descobri-los vazios. Nada, nada alem do vento lá fora, e de um coração achatado a bater no peito, e a música clássica tocava, mas era como encher um saco sem fundo, tudo, tudo era vento, e a mim só restava rezar...

0 comentários: