Sobre o blog (e mim)...

Um garoto. Uma vida. Uma certeza. Muitas duvidas. Um blog. É isso que de repente se conflue numa desarmonia harmoniosa e vira isso que vês... as palavras são ditas até que cheguemos a uma barreira, a barreira alem do qual não existem mais palavras, apenas nós, Deus e o que é sentido...

Alguns dados sobre mim...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Breve súplica




Eu sinto falta. O que eu preciso? Preciso dessa canção que sultilmente toca meus ouvidos, preciso do amigo que inocentemente me faz viver, preciso do amor que me fará maior, preciso do Deus que me sustenta, preciso da palavra que me alivia, preciso do céu que auspicia, preciso do ar que me refresca, preciso da mãe que vela por mim, preciso de força para seguir adiante, preciso de fé para não desistir, preciso de coragem para me calar quando pairar o desconhecido, preciso de persistência para conhecer o mundo, preciso da vida para que eu possa viver.

Preciso me despir para então poder tocar Deus. Preciso de algo que eu não tenho, da vida como ela é, não das coisas como são, não do mundo como está. Livre-me desta loucura! Já não quero mais este lugar, leve-me para longe deste povo que não se ama, leve-me para longe desta gente que não se aceita, leve-me para onde eu possa ter fé.
Este povo não acorda, e depois ainda sou eu que apenas sonho.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Frase saída de uma conversa com o Cléber às 21:21



"Sou pretensioso, não quero só fazer bem as pessoas, quero fazer disso tudo um mundo melhor..."

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

O Livro da Vida.

Escrevi um livro, neste livro pus todos meus desejos e sonhos. Pus tudo o que havia me sido importante até então, e pus também aquilo que já não mais era, neste livro pus penosamente cada lágrima de toda minha vida, e cada palavra que derramei sobre o papel levou consigo um pouco da minha alma, assim neste livro estava eu, em toda minha totalidade como ser. Um dia houve uma guerra, minha família aos poucos morreu, um dia minhas tias, noutro com força despencou meu pai, em outro ainda caiu suavemente minha mãe, como uma pluma, daquelas que se vê bruxelar suavemente no dorso das mais alvas e imponentes garças, passamos fome, e quando menos me dei conta, havia partido também minhas irmãs. Assim fiquei vagando, meio triste, meio com medo, e ainda meio esperançoso, não demorou muito para que eu partisse também, mas mesmo assim, não fui de todo, pois o livro ficou, e com ele o meu sopro vital. Ainda me lembro de quando o sol da tarde, após ter caminhado por entre os jardins de jasmins entrava através das janelas da biblioteca para então, ao tocar meu livro espalhar minha presença por todo o mundo.
Em breve os tempos mudaram, meu livro foi para o Novo Mundo, eu que sequer conhecia sobre livros, ao vê-lo, o meu livro, pude então me lembrar daquilo que nunca tive, do bem que outrora toquei, e do amor do Pai, lá estava eu, eu e meu livro, o resto era bondade, lembrança e lágrima. Os homens vieram novamente, com eles chegou a guerra, mas agora teria que ser forte, jamais me entregaria. Era uma tarde, e os corpos já tombavam pelo chão. Era uma tarde e o sangue já lavava a terra, plantada com tanto suor. Era uma tarde, e minha alma vibrava, na ânsia de me ter, de entrar novamente em contato comigo mesmo e me dizer as palavras que precisava ouvir, entrei em êxtase, pois a minha ânsia não é humana, é tão inumana que ninguém alem de mim e Deus poderá entender. Invadi a biblioteca, e lá estava, o livro e o Sol, todos meus mistérios, que só existiam porque eu mesmo já havia me esquecido de mim. Me conhecer foi algo incrível, entrar em contato comigo, foi entrar em contato com tudo aquilo que é maior que eu, e então eu pude dizer, ainda que novamente tudo sobre mim, meus segredos já não eram mais os mesmos que outrora, minha voz havia mudado, e meus medos já eram diferentes, mas havia um elo, um algo dentro de mim que ainda me prendia ao que fui, e movido por tudo isso peguei o livro, uma pena, e um tinteiro e fugi. Fugi por dias, para longe de tudo, de tudo que eu conhecera, e que eu conhecia, fugi levando apenas minh’alma, meu livro, a pena, o tinteiro, e também a luz de Deus.
Eu que nunca soube nada alem da língua do meu povo, me via escrevendo na língua de outrora, novamente despejando-me sobre o papel, completando tudo que havia iniciado outrora, e também colocando as coisas novas que havia iniciado.
A luz do Sol, do mesmo Sol que banhou os jasminsais, agora banhava toda aquela úmida floresta, agora iluminava-me em outros trajes, e em outra pele, mas, ainda o mesmo, adormeci, não sei por quanto tempo, mas dormi-me aos sons da natureza, e sob as mãos de Deus. Quando acordei, havia sido achado, mas não temi, protegi o livro com minha carne, carne essa que foi transpassada, mas o livro permaneceu intacto. Outra vez teria que partir, mas não estou longe, minh’alma ainda está entre vós, e em breve poderei completar aquilo que comecei, em breve vou terminar as frases que esperam pela longa teia do tempo, e em breve irei começar outras frases. Que minha voz cante, cante tudo aquilo que é digno de canto, que eu cante a vida, e a luz, que eu cante a claridade e a esperança, pois é apenas isso que me move e me completa, e sem isso eu nada seria.
Por: Um Espírito Amigo.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Canyon


Que eu possa não ter voz, e se eu a tiver, que eu possa calá-la, para que eu não deseja, que apenas seja... Quero ser como um rio, não desejar fluir, pois desejar é desperdiçar vida, mas, que como o rio, eu possa simplesmente fluir, sem me preocupar em ser a vontade de Deus, mas simplesmente sendo-a, e vivenciando-a. Que eu não tenha mão para escalar as paredes enganosas deste mundo, pois eu cairei, mas que tenha mãos para levantar os que tiverem caído...


... já dizia a grande mulher: "Renda-se como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece, como eu mergulhei. Pergunte, sem querer a resposta, como estou perguntando. Não se preocupe em "entender". Viver ultrapassa todo o entendimento." Clarice Lispector.