
Aquela noite ele havia parado, ali meio quieto, ali meio morto, ali meio cansado, ali meio desistente, pediu a Deus um pouco mais de força, talvez quisesse andar um pouco mais, talvez até a esquina. Parou. Caiu. Chorou. A noite estava posta como uma mesa em dia de festa, era dia de fartura, a lua cheia, os nuvens correndo com serena alegria, obedecendo as vontades de Nosso Senhor, o sereno que lentamente caía do céu, com a brandura de uma criança que brinca com um filhote de gato. Ele se revirava no chão, as pontiaguda pedras combinaram de o machucar, mas ele seria forte. Na poça de agua que relfetia a argêntea luz da lua na guia ele então pôs sua mão, a agua limpida, banhou seus longos dedos, de pele alva como a pele lunar, ele então suspirou, gemeu pelo hoje, pelo ontem e pelo porvir, gemeu de dor, gemeu como a criança que geme pedindo do pai o colo, Ó Deus! Ó Deus! a agua escorreu pelo negro asfalto, e os capins balançavam, com a brisa. Como disse era noite, e a noite estava posta como uma bela mesa festiva, quiçá seria ele a carne a ser cortada e servida? Então que seja feita a vontade de Deus, e ele gritou, a agua escorreu e o gato correu, então a vida se fez, olhe lá! A Luz da Lua a nos guiar! Porque não prestamos atenção? Então ele pos-se a chorar mais ainda, copiosamente em dor. Mas as aguas gentilmente levaram suas dores embora, e ele pode sorrir. Ahh que sonho! Ele disse sorrindo e levantando-se, o capim ainda que mais vagabundo que fosse vibrava de desejo de vida, e a lua brilhava, o gato miou, e a luz se fez. Pronto! Tudo estava perfeito! Ufa! Muito obrigado Deus, viramos esta esquina!

1 comentários:
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