Ela já era uma senhora, mas ela era diferente, ela gostava de dar. Ela dava, e dava muito, mas sabia os segredos, pois, havia dado a vida inteira. Dar não é simples. Dar é muito complexo, acredites, que até hoje eu nunca dei direito. Mas, ela dava. Ela sabia os mistérios da vida, quando ela dava, ela dava com amor, e sabia que deveria dar não aquilo que o outro precisasse muito, mas aquilo que ela precisasse muito.
Porque o que ela dava não era amor, o que ela dava não era o abençoado pão, o que ela dava não era dinheiro. Ela dava si e dor. Cada vez que ela estendia as mãos era atingida por uma espadada que entrava pela palma e saia pelas costas mão, mas ela não urrava, era esse o segredo. Dar é não urrar. Dar é silenciar-se, e matar-se um pouco cada dia. Conquanto às vezes fugia-lhe o controle e escapava umas lagrimas dos olhos, lágrimas estas das quais se envergonhava e entrava em penitencia. O porquê ela dava? Não sei. Talvez porque ela sabia que seria melhor assim. Viver é isso, é comer o pão que o diabo amassou, e entrar na fila da repetição, sem reclamar e por vontade própria.
Mas havia algo lindo naquela mulher, cada gota de seu sangue que caia no chão, fazia brotar uma flor, ela pegava as flores e colocava ora em seu chapéu, ora dava a um necessitado que passasse, quando ia para o chapéu, seu olho se enchia de luz, quando ia para as mãos dos necessitados, curava-lhe as feridas, e tornava-a mais forte.
O amor é assim, nos dá a alegria e a dor, para que bebendo da primeira suportemos a segunda, e após beber a segunda ganhemos mais da primeira.
A mulher dava, e dando aquela mulher era Deus.
Porque o que ela dava não era amor, o que ela dava não era o abençoado pão, o que ela dava não era dinheiro. Ela dava si e dor. Cada vez que ela estendia as mãos era atingida por uma espadada que entrava pela palma e saia pelas costas mão, mas ela não urrava, era esse o segredo. Dar é não urrar. Dar é silenciar-se, e matar-se um pouco cada dia. Conquanto às vezes fugia-lhe o controle e escapava umas lagrimas dos olhos, lágrimas estas das quais se envergonhava e entrava em penitencia. O porquê ela dava? Não sei. Talvez porque ela sabia que seria melhor assim. Viver é isso, é comer o pão que o diabo amassou, e entrar na fila da repetição, sem reclamar e por vontade própria.
Mas havia algo lindo naquela mulher, cada gota de seu sangue que caia no chão, fazia brotar uma flor, ela pegava as flores e colocava ora em seu chapéu, ora dava a um necessitado que passasse, quando ia para o chapéu, seu olho se enchia de luz, quando ia para as mãos dos necessitados, curava-lhe as feridas, e tornava-a mais forte.
O amor é assim, nos dá a alegria e a dor, para que bebendo da primeira suportemos a segunda, e após beber a segunda ganhemos mais da primeira.
A mulher dava, e dando aquela mulher era Deus.


1 comentários:
o que eu estava procurando, obrigado
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